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Figuras Marcantes da Nouvelle Vague II: Jean-Pierre Léaud e Jeanne Moreau

Jean-Pierre Léaud

 

“Alucinado, a palavra foi lançada. Jean Pierre, filho natural de Goupi Tonkin, também transmite plausibilidade e verossimilhança, mas seu realismo é o dos sonhos.”

(Truffaut)

Léaud foi um dos mais novos rostos da Nouvelle Vague, estreando aos 15 anos em Os Incompreendidos de Truffaut, diretor com quem realizou diversos trabalhos.

Ao interpretar o emblemático personagem Antoine Doinel, em uma série de 5 filmes, –Os Incompreendidos, Amor aos vinte anos, Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga –  tornou-se um marco da Nouvelle Vague. No entanto, Léaud foi muito além deste trabalho, atuando em outros filmes de Truffaut, Godard, Bertolucci, entre outros.

Com Godard, Léaud fez filmes como o sarcástico Made in USA e o excelente Maculino, Feminino. Já com Bertolucci, Jean-Pierre atuou em O Último Tango em Paris -no qual durante as gravações, ele fugia de Marlon Brando, porque o admirava tanto que o temia, hihi – e Os Sonhadores, onde interpretou a si mesmo durante o movimento em 1968 em prol da Cinémathèque francesa.

 

 Jeanne Moreau

 

Jeanne Moreau com sua beleza e sensualidade naturais, consagrou-se como uma das mais importantes atrizes da Nouvelle Vague. Iniciou sua carreira de atriz no teatro em 1947 e começou a atuar em alguns filmes,  mas foi através do seu lendário papel em Jules e Jim, em 1962, que Moreau conquistou o sucesso internacional.

“No caminho dos meus vinte anos de cinema, as filmagens de Jules e Jim, graças a Jeanne Morreau, permanecem uma recordação luminosa, a mais luminosa.”

(Truffaut)

Jules e Jim foi o primeiro filme de Jeanne Moreau com Truffaut (contudo fez uma pequena participação em Os Incompreendidos) e seu papel tão apaixonante e intenso, conquistou não só o diretor – eufemismo para rolou um affair – como a milhares de espectadores. Jules e Jim é um dos grandes símbolos da Nouvelle Vague, um clássico. Após este sucesso, Jeanne Moreau atuou em diversos filmes de diretores como Renoir, Buñuel, Fassbinder, Welles, Antonioni…Assim, se tornou uma das atrizes francesas que mais se destacou internacionalmente.

 Escrito por Taís Bravo

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Festival do Rio

            Mais uma vez os cinéfilos poderão desfrutar de 15 dias da mais pura alegria e angústia: começa hoje o Festival do Rio, que se estende até o dia 8 de outubro.

            Realizado desde 1999, o Festival do Rio é fruto da união de dois antigos festivais de cinema, a “Mostra Banco Nacional de Cinema” e o “Rio Cine Festival”. Desde então, o nosso festival internacional de cinema tornou-se o mais importante da América Latina, apresentando filmes premiados em outros festivais de renome (Sundance, Veneza, Cannes, Berlim…) e sendo palco de estréia tanto para diretores iniciantes quanto para os já consolidados.

            O grande destaque da edição de 2009 é a vinda do nosso brutal Quentin Tarantino. O diretor de “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction” e “Kill Bill” I e II vem ao Rio de Janeiro no dia 7 de outubro para a exibição do seu novo filme, “Bastardos Inglórios”. Os ingressos para essa sessão acabaram em singelos 20 minutos.

            Mas não só de Tarantino é feito o Festival. Ang Lee abre as sessões com o seu “Aconteceu em Woodstock” e Almodóvar traz “Abraços Partidos”, formando uma dupla de filmes disputados e comentadíssimos. “Les Herbes Folles”, de Alain Resnais e o brasileiro “Bellini e o Demônio” também prometem encher as salas de exibição.

          Sem contar na presença da Diva do cinema francês, Jeanne Moreau. A estrela de “Jules e Jim” ganhou uma mostra só dela no festival e irá participar de um debate aberto ao público, neste sábado (dia 26) no Odeon. Imperdível (quem for perder, pode se unir a nós e chorar)!

            Além dos filmes, vale a pena dar uma olhada na programação do Cine Encontro (no site: http://www.festivaldorio.com.br), que promove debates com profissionais envolvidos em diversos filmes e nos seminários organizados pelo RioMarket (http://www.riomarket.com.br), responsável pela área de business do Festival do Rio.

            Deixando a parte informativa de lado, agora vamos listar aqui o nosso Top 10 de filmes que queremos ver no Festival. Sabe a angústia mencionada no primeiro parágrafo? Então, foi simplesmente dolorido reduzir a dez filmes o infinito de possibilidades da programação. De qualquer maneira, seguem alguns filmes que simplesmente nos interessaram:

“Histórias de amor duram apenas 90 minutos”, de Paul Halm.

“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee.

“Nova York, Eu Te Amo”, de Mira Nair, Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Joshua Marston, Natalie Portman, Brett Ratner, Wen Jiang e Randall Balsmeyer.

“A falta que nos move”, de Christiane Jatahy.

“Fluidos”, de Alexandre Carvalho.

“Brilho de uma Paixão”, de Jane Campion.

“The Burning Plain”, de Guillermo Arriaga.

“Coco antes de Chanel”, de Anne Fontaine.

“As praias de Agnes”, de Agnès Varda.

“A Criada”, de Sebastian Silva.

 

Está dada a largada, que a loucura se inicie!

 

Escrito por Natasha Ísis e Taís Bravo

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