Sofia Coppola

Esta semana este blog irá dedicar alguns posts ao trabalho de Sofia Coppola. É uma idéia que está para ser colocada em prática há algum tempo, escrever mais sobre alguns diretores e suas obras. Já falamos aqui sobre Woody Allen, David Lynch, Truffaut, mas não se aprofundando muito no trabalho destes. A idéia deste especial é abordar brevemente a biografia de Sofia e apresentar visões sobre seus três filmes.

Escolhi a Sofia Coppola para por essa idéia em prática porque ela, junto com o Richard linklater e o Woody Allen, formam o trio que me fez começar a amar cinema de verdade. Além disso, não vou negar, não é muito difícil conhecer sua obra completa, rs.

Sofia Copolla já declarou que não era realmente boa em uma só área, sabia um pouco de diferentes tipos de arte e resolveu utilizar esses pequenos domínios em um filme. De fato, ela teve uma sorte que poucos têm, por ser filha de Francis Ford Coppola, continha não só o apoio familiar, como também da mídia (embora ela soubesse, por experiências anteriores, que qualquer escorregão significaria ser completamente rebaixada). No entanto, é inaceitável diminuir seu trabalho por essa facilidade, principalmente, quando ela se mostra uma diretora competente e extremamente inventiva em seus filmes.

Sofia merece destaque, primeiramente, pelo caráter autoral impresso em sua obra e pela sua capacidade criativa de construir universos – fazendo uso, para isso, de cenários, figurinos e trilhas sonoras impecáveis.

As personagens de Sofia Coppola são outsiders, meninas oprimidas pelo meio em que vivem e por um vazio existencial. É, basicamente, essa a temática que perpassa nos três filmes da diretora, embora todos sejam ricamente diversos um do outro. Não é preciso muito esforço para imaginar que muito dessas meninas vem da própria Sofia. Tenso sido criada em meio às grandes figuras de Hollywood, lidou não só com as pressões sociais deste ambiente, como também – pelo menos, eu imagino – suas próprias cobranças individuais. Sofia teve acesso a todo tipo de informação cultural, boa educação, inúmeros contatos com artistas e a chance de experimentar diferentes tipos de expressões, o que é, certamente, uma sorte. No entanto, tais facilidades vem acompanhada das tais cobranças.

Sofia passeou por diversas formas de arte até se encontrar no cinema e antes disso, sofreu um período de limbo, insegura sobre seus talentos. Tanto estas incertezas, quanto as diferentes experiências, foram fundamentais para o seu trabalho como cineasta, diria, inclusive, que é nessas raízes onde se encontra seu diferencial.

É bastante evidente o quanto o desespero de Maria Antonieta para ser aceita tem influência da experiência de Sofia, talvez uma Sofia adolescente, tendo fracassado como atriz, sendo rechaçada e humilhada por uma mídia cruel. A crise de Charlotte que se sente empacada na vida, sem saber exatamente o que fazer. E dificilmente, quem já foi uma menina de 13 anos não vai compreender e se identificar com a angústia das Virgens Suicidas.

(quer maior prova do quanto Sofia é autoral do que isso?)

Estes três filmes fantásticos e femininos serão abordados essa semana aqui, acompanhem!

Escrito por Taís Bravo

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1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma resposta para “Sofia Coppola

  1. Não sou fã dos trabalhos da Sofia Coppola, apesar de reconhecer que ela o faz com garbo e proverbial autoridade. Bem, que tal o próximo direitor abordado for o meu querido Bergman? Adoraria ler sua opinião do blog sobre alguns filmes dele.

    P.s. estou colocando o Blog em meu Blogroll, tudo bem?

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