Arquivo do mês: fevereiro 2010

Maria Antonieta

Maria Antonieta é um filme que despertou fortes polêmicas e diferentes opiniões. Muitos o criticam, justificando que esse apresenta um descompromisso com a realidade e suas questões sócio-políticas. Eu não compartilho desta opinião.

Primeiramente, porque Sofia Coppola deixa claro que seu filme não tem a pretensão de ser um relato ao pé da letra da história, mas sim uma interpretação, uma adaptação criativa de alguns fatos (o all star, as cores, a trilha sonora, tudo isso comprova a despreocupação de Sofia com a verossimilhança). Sofia usa sua imaginação e ares fantásticos para recontar uma história, isto não significa que o filme assuma uma postura indiferente à realidade.

  Maria Antonieta é uma obra original e extremamente autoral que se apropria da realidade para criar um universo próprio – a partir da releitura de Sofia – sem perder uma conexão, um significado, completamente relevante para a vida que existe fora do cinema.

  Ao retratar a história a partir da perspectiva de Maria Antonieta, Sofia expõe uma existência em tons adolescentes, na qual os relacionamentos e as ações são mesquinhos e hipócritas. Dessa forma, se Sofia assume a difícil missão de cumprir uma defesa de Maria Antonieta, não se trata de assumir o lado da nobreza em plena Revolução Francesa, mas, sim, relativizar, demonstrar o lado humano destes personagens e problematizar uma questão a muito tempo reduzida a um falso maniqueísmo.

  Alguns condenam Sofia por mostrar a rainha como possível vítima, não acredito que isso seja um erro, muito menos alguma posição política reacionária. Pelo contrário, a partir dessa visão, o filme expõe o quanto aquele sistema (que de muitas formas ainda prevalece) é nocivo aos homens, reduz suas liberdades e, assim, a possibilidade de construir uma vida própria e feliz. Há uma constante ênfase no filme a opressão  causada pelas obrigações sociais, norma fundamentadas nas aparências, favorecendo exclusivamente a permanência de um sistema econômico.

  Sofia mostra uma Maria Antonieta fútil e inconsciente, que busca suavizar seus problemas e sua existência vazia através de exageros. Dessa maneira, um assunto extremamente atual é posto em voga, o hedonismo e o niilismo. De fato, a possível rebeldia da rainha se resume aos prazeres efêmeros, roupas, festas, comidas. Sofia expõe, honestamente, o quanto esse tipo de ação pode ser prazerosa, a trilha sonora, as roupas, as cores, tudo dá um tom delicioso as cenas. Contudo, da mesma maneira, deixa claro que há o dia seguinte e o vazio e a insatisfação permanecem (para muitos passa despercebida a cena após a festa de aniversário de Maria Antonieta, a sala imunda, seu olhar perdido na banheira).

  Aliás, Maria Antonieta só aparece mais feliz quando se afasta da vida social, na fase do Petit Trianon na qual há cenas belíssimas. Assim, mais uma vez, Sofia aponta seu argumento, a sociedade corrompendo a individualidade e a liberdade do homem.

  É interessante pensar no que motivou Sofia contar esta história (sem, no entanto, se apegar a qual seria sua intenção, já que esta é uma questão extremamente árdua de se definir). Percebo Sofia como um Górgias moderno, expondo a defesa de uma mulher que foi absurdamente rechaçada pela história, não tanto por crer na sua inocência, mas principalmente por não resistir a uma vontade de problematizar, utilizando a palavra como brinquedo. No caso de Sofia, o brinquedo são imagens, sua capacidade inspiradora de criar e compor universos nunca antes existentes.

Escrito por Taís Bravo

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Sofia Coppola

Esta semana este blog irá dedicar alguns posts ao trabalho de Sofia Coppola. É uma idéia que está para ser colocada em prática há algum tempo, escrever mais sobre alguns diretores e suas obras. Já falamos aqui sobre Woody Allen, David Lynch, Truffaut, mas não se aprofundando muito no trabalho destes. A idéia deste especial é abordar brevemente a biografia de Sofia e apresentar visões sobre seus três filmes.

Escolhi a Sofia Coppola para por essa idéia em prática porque ela, junto com o Richard linklater e o Woody Allen, formam o trio que me fez começar a amar cinema de verdade. Além disso, não vou negar, não é muito difícil conhecer sua obra completa, rs.

Sofia Copolla já declarou que não era realmente boa em uma só área, sabia um pouco de diferentes tipos de arte e resolveu utilizar esses pequenos domínios em um filme. De fato, ela teve uma sorte que poucos têm, por ser filha de Francis Ford Coppola, continha não só o apoio familiar, como também da mídia (embora ela soubesse, por experiências anteriores, que qualquer escorregão significaria ser completamente rebaixada). No entanto, é inaceitável diminuir seu trabalho por essa facilidade, principalmente, quando ela se mostra uma diretora competente e extremamente inventiva em seus filmes.

Sofia merece destaque, primeiramente, pelo caráter autoral impresso em sua obra e pela sua capacidade criativa de construir universos – fazendo uso, para isso, de cenários, figurinos e trilhas sonoras impecáveis.

As personagens de Sofia Coppola são outsiders, meninas oprimidas pelo meio em que vivem e por um vazio existencial. É, basicamente, essa a temática que perpassa nos três filmes da diretora, embora todos sejam ricamente diversos um do outro. Não é preciso muito esforço para imaginar que muito dessas meninas vem da própria Sofia. Tenso sido criada em meio às grandes figuras de Hollywood, lidou não só com as pressões sociais deste ambiente, como também – pelo menos, eu imagino – suas próprias cobranças individuais. Sofia teve acesso a todo tipo de informação cultural, boa educação, inúmeros contatos com artistas e a chance de experimentar diferentes tipos de expressões, o que é, certamente, uma sorte. No entanto, tais facilidades vem acompanhada das tais cobranças.

Sofia passeou por diversas formas de arte até se encontrar no cinema e antes disso, sofreu um período de limbo, insegura sobre seus talentos. Tanto estas incertezas, quanto as diferentes experiências, foram fundamentais para o seu trabalho como cineasta, diria, inclusive, que é nessas raízes onde se encontra seu diferencial.

É bastante evidente o quanto o desespero de Maria Antonieta para ser aceita tem influência da experiência de Sofia, talvez uma Sofia adolescente, tendo fracassado como atriz, sendo rechaçada e humilhada por uma mídia cruel. A crise de Charlotte que se sente empacada na vida, sem saber exatamente o que fazer. E dificilmente, quem já foi uma menina de 13 anos não vai compreender e se identificar com a angústia das Virgens Suicidas.

(quer maior prova do quanto Sofia é autoral do que isso?)

Estes três filmes fantásticos e femininos serão abordados essa semana aqui, acompanhem!

Escrito por Taís Bravo

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Incompleta interpretação de Antes do Amanhecer

(Pati, Natasha, Camila, Zaquinha…esse daí é pra vocês. Ê sentimentalismo.)

Houve uma noite muito ranzinza em que eu resolvi assistir ao Antes do amanhecer pela milésima vez e, para a minha surpresa, não gostei do que eu vi. Subitamente parei de ver o filme. Porque esse é um filme que eu não me permito criticar. Não permito, porque sei que se me desencantar com esta história, estarei condenada ao cinismo. Eu já admiti, não sou imparcial (nem desejo ser), além disso sou extremamente passional, o que eu gosto, amo, o que desgosto, odeio. Então, não sou capaz de escrever um texto sensato e crítico sobre Antes do amanhecer, considerem como uma interpretação (afinal, não deveriam ser assim todos os textos?).

Antes do amanhecer foi o primeiro filme que me fez ter vontade de trabalhar com cinema. O que me encantou, aos 15 anos (nossa, estou ficando velha), foi a capacidade de se falar sobre tudo em 100 minutos. Não adianta, o que me seduz é sempre o roteiro. E Linklater é um dos meus deuses dos roteiros perfeitos. A trama é simples: Um americano passa horas em um trem, até conhecer uma francesa, pela qual ele se encanta e vive um amor de um dia. É a maneira como esse argumento se desenvolve, a naturalidade de seus diálogos e, principalmente, o desejo presente em sua elaboração que o torna um filme inesquecível.

Há um desejo pertinente em Antes do Amanhecer e em outros filmes de Linklater, o desejo de viver. Viver em um sentido de conscientizar-se, perceber a incompreensão de se estar vivo, ter medo e coragem, valorizar esse estado e, assim, criar. Linklater, assim, sabe falar de angústias, mas também de liberdade e transformação. Esse desejo é acompanhado por outras idéias, explicitando possíveis filosofias de vida de Linklater. Por exemplo, toda a história de Antes do Amanhecer surge a partir do encontro entre dois estranhos que ao quebrarem um fluxo e permitirem-se um ato anormal (sair por aí com um desconhecido é algo muito temido por algumas pessoas, não é Natasha?), ganham a possibilidade de vivenciar algo novo.

A idéia de conhecer um estranho também é abordada em Waking Life. Tal idéia, em um mundo cada vez mais individualista, neurótico e solitário, é extremamente poderosa. A partir dessa disposição para se comunicar, se dedicar a um desconhecido, valoriza-se os seres humanos, nossas particularidades e universalidades, somos tão únicos a ponto de a solidão nos ser inerente, mas somos iguais o suficiente para sentirmos prazer em compartilhar.

Antes do amanhecer é um filme romântico, mas não se trata de um “e foram felizes para sempre”, pelo contrário, é um filme honesto sobre o amor, sobre suas doses amargas de ilusão e egocentrismo. O amor – que pode ser efêmero – da trama, nasce através deste prazer em compartilhar a vida. Lá estão, aqueles dois jovens, envolvidos, primeiramente, na emoção de terem coragem para fazerem algo diferente (convidar uma desconhecida para andar por aí, correndo o risco de levar um fora; sair por aí com um desconhecido, correndo o risco de ele ser um psicopata ou só extremamente chato, após 30 minutos de conversa) e depois, pela natural alegria de conversar, conhecer. O afeto surge por meio das conversas, das trocas, dos desabafos (presta atenção nos olhares de Celine quanto Jess conta sobre a aparição de sua avó).

É essa coisa bonita, de conhecer alguém, das primeiras descobertas, olhares tímidos, novas liberdades e esperanças. No filme, ainda há o fator de a descoberta ter graça além de si mesma, trata-se de dois seres que se sentem extremamente confortáveis juntos, resultando em conversas sem fim, nas quais um assunto sempre passa ao outro sem nenhuma conclusão.

Acho que Antes do Amanhecer é um dos filmes mais bonitos sobre o amor. Sobre como esse sentimento, – em todas as suas formas – mesmo incapaz de nos garantir felicidade, alivia e conforta uma existência propensa à angústia e à frieza. É na troca, no convivio, que se situa a razão mais reconfortante para se estar vivo (e isso vai muito além de romantismo…). 

“No, no, no, wait a minute. Talking seriously here. I mean, .. I, I always feel this pressure of being a strong and independent icon of womanhood, and without making… making it look my… my whole life is revolving around some guy. But Loving someone, and being loved means so much to me. We always make fun of it and stuff. But isn’t everything we do in life a way to be loved a little more?”

(Desculpa, rola uma preguiça de traduzir.)

Escrito por Taís Bravo

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Fevereiro em cartaz

Fevereiro, o último mês de férias, o mês de organizar a vida, o mês de se perder no carnaval (se deus quiser), é também um mês de muitos desejos para este blog.

Acho interessante compartilhar com vocês, mas sabe como é, tudo pode acontecer…

– Um dos pontos altos de fevereiro é a esperada estréia do Histórias de amor duram apenas 90 minutos. Quem acompanha o blog sabe que esse é um filme querido por mim e pela Natasha e temos um prazer enorme em vê-lo no circuito. Dia 26 de fevereiro estréia e vocês poderão conferir esse maravilhoso filme nos cinemas! Até lá nós vamos falar um pouco mais sobre ele por aqui, fiquem atentos.

Gente, o Histórias de amor duram apenas 90 minutos agora só estréia em Março, dia 19!

– Entrando nesse clima de novidades boas para o cinema nacional, nesse mês vamos dedicar alguns posts ao cinema brasileiro. Não sei exatamente o que virá dessa idéia, mas assunto e filmes é o que não falta.

– Também teremos um post escrito pela Natasha Ísis sobre seu queridinho, Hitchcock! (Não é, Natasha?)

-E eu falarei sobre minha queridinha, com uma extensa produção cinematográfica, Sofia Coppola.

(e a sessão da tarde também continua)

Fevereiro promete!

Que venha a folia!

Escrito por Taís Bravo

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André Bazin e as idéias da Nouvelle Vague (hoje)

As idéias que caracterizaram a Nouvelle Vague são resultado de diferentes influências, no entanto, em especial uma: A figura de André Bazin.

Não só os textos sobre cinema de Bazin foram fundamentais para construir o que se convencionou denominar como Nouvelle Vague, mas sua postura como homem, amante do cinema e das artes.

 Bazin foi um dos fundadores do Cahier du Cinéma, revista que até hoje carrega o status de bíblia dos cinéfilos, é a partir deste veículo que uma nova forma de pensar cinema é difundida.

É extremamente importante ressaltar esta questão, André Bazin contribui para a história do cinema, ao expor uma forma de o pensar, ou seja, validando o cinema como uma expressão artística onde a criação promove reflexão, diálogos, troca e, no aparente ciclo onde se situa a arte, novamente criação.

O cinema é, graças a Bazin, situada em uma nova posição, posição revolucionária, pois tanto o filme quanto o espectador perdem seu caráter meramente passivo. Através dessa mudança, não cabe mais ao espectador apenas assistir a um filme, somente para seu entretenimento e escapismo, conversa-se com o filme e, muito mais que o analisar e compreender, torna-se necessário o sentir, o experimentar como uma criação. Dessa forma, os filmes também transformam-se radicalmente, o cinema se ratifica como arte, não há mais a necessidade de carregar um caráter mimético, pode-se criar livremente, buscar diferentes maneiras de se expressar. O cinema como expressão, tal idéia traz junto de si a questão da política dos autores, da questão pessoal que há por trás de qualquer criação honesta.

André Bazin é a figura que constrói e da voz a estas idéias. Além disso, Bazin foi um homem honesto e generoso, compreendia que amar as artes significa amar ao homem, não cometia assim o terrível erro, tão popular entre os intelectuais, de subjugar a humanidade em nome da criação, salva em um ilusório patamar.

 É necessário gritar essas idéias. Por isso o negrito, por isso a tola ação de destacar minhas próprias palavras. Sinto uma necessidade absurda de gritá-las, porque foi com alegria e espírito criativo que elas se implantaram e foi com um niilismo individualista que morreram.

A Nouvelle Vague morreu, meus amigos, está enterrada nas belas imagens, prestando serviço ao mundo dos espetáculos. Meninos e meninas querem ser Godard, querem ser Anna Karina, Antoine Doinel e Truffaut. Meninos, meninas e homens renegam a liberdade deste movimento, preferem a arte às pessoas, exaltam idéias sem entender a idéia mais nobre, escrita por Truffaut: “Nunca esqueçamos que as idéias são menos interessantes que os seres humanos que as criam, modificam, aperfeiçoam ou traem.”

Essa idéia precisa ser gritada não só por cinéfilos, mas principalmente por aqueles que ainda acreditam na humanidade.

Focando esse texto – já passional demais, porque eu sou uma pessoa descontrolada – no cinema, é preciso renovar as idéias de Bazin, ratificar a importância da crítica de cinema como um caminho de se pensar cinema. Precisa-se salvar o cinema como expressão, o cinema como meio de diálogo, como arte social. Se aprofundar em qualquer arte é se aprofundar no homem e nos seus mistérios (e com essa frase pago o preço de ser interpretada como poetinha barata, que assim seja, não será a primeira vez). O que temos hoje é uma geração viciada em imagens, na qual cada um segrega-se em muralhas de cultura, vazia, rasa. A cultura pela cultura, a cultura como prêmio, como pilares de egos doentios, não constrói nada, nos torna loucos recitando sozinhos palavras esvaziadas de significado.

 A Nouvelle Vague foi o desejo de arte, arte como expressão humana, foi assim que este movimento revolucionou o cinema, o impregnando de liberdade. Fazer cinema, a partir da Nouvelle Vague, era pensar cinema, dialogar cinema.

 Acredito que só será possível criar outro cinema novo quando nossa geração tão áudio-visual compreender, além das imagens, o que foi a Nouvelle Vague. O cinema precisa da crítica de cinema para se ratificar novamente como arte, e o cinema precisa amar sua parcela de humanidade, para ser livre.

(Esse é o fim da semana Nouvelle Vague, faltou falar sobre muita coisa, mas Fevereiro pede movimento) 

Escrito por Taís Bravo

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Figuras Marcantes da Nouvelle Vague II: Jean-Pierre Léaud e Jeanne Moreau

Jean-Pierre Léaud

 

“Alucinado, a palavra foi lançada. Jean Pierre, filho natural de Goupi Tonkin, também transmite plausibilidade e verossimilhança, mas seu realismo é o dos sonhos.”

(Truffaut)

Léaud foi um dos mais novos rostos da Nouvelle Vague, estreando aos 15 anos em Os Incompreendidos de Truffaut, diretor com quem realizou diversos trabalhos.

Ao interpretar o emblemático personagem Antoine Doinel, em uma série de 5 filmes, –Os Incompreendidos, Amor aos vinte anos, Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga –  tornou-se um marco da Nouvelle Vague. No entanto, Léaud foi muito além deste trabalho, atuando em outros filmes de Truffaut, Godard, Bertolucci, entre outros.

Com Godard, Léaud fez filmes como o sarcástico Made in USA e o excelente Maculino, Feminino. Já com Bertolucci, Jean-Pierre atuou em O Último Tango em Paris -no qual durante as gravações, ele fugia de Marlon Brando, porque o admirava tanto que o temia, hihi – e Os Sonhadores, onde interpretou a si mesmo durante o movimento em 1968 em prol da Cinémathèque francesa.

 

 Jeanne Moreau

 

Jeanne Moreau com sua beleza e sensualidade naturais, consagrou-se como uma das mais importantes atrizes da Nouvelle Vague. Iniciou sua carreira de atriz no teatro em 1947 e começou a atuar em alguns filmes,  mas foi através do seu lendário papel em Jules e Jim, em 1962, que Moreau conquistou o sucesso internacional.

“No caminho dos meus vinte anos de cinema, as filmagens de Jules e Jim, graças a Jeanne Morreau, permanecem uma recordação luminosa, a mais luminosa.”

(Truffaut)

Jules e Jim foi o primeiro filme de Jeanne Moreau com Truffaut (contudo fez uma pequena participação em Os Incompreendidos) e seu papel tão apaixonante e intenso, conquistou não só o diretor – eufemismo para rolou um affair – como a milhares de espectadores. Jules e Jim é um dos grandes símbolos da Nouvelle Vague, um clássico. Após este sucesso, Jeanne Moreau atuou em diversos filmes de diretores como Renoir, Buñuel, Fassbinder, Welles, Antonioni…Assim, se tornou uma das atrizes francesas que mais se destacou internacionalmente.

 Escrito por Taís Bravo

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