O Instituto Moreira Salles e o cinema

O Instituto Moreira Salles é um centro cultural de localização bastante inacessível, vou ser honesta. Se você não mora na Zona Sul e não tem um carro a seu dispor, vai te dar preguiça e a sua planejada visita pode ser adiada por uns dias (e se você não tem senso de direção algum vai se perder que nem eu).

No entanto, a preguiça e a dificuldade para se chegar ao local devem ser vencidas, porque é um dos centros culturais mais agradáveis (e com um acervo invejável) do Rio de Janeiro. Sempre há uma exposição muito boa por lá, eu particularmente tenho um grande carinho pelo lugar, foi no IMS que descobri sem querer um dos meus fotógrafos preferidos, Alécio de Andrade.

O IMS é um lugar pra ir com calma, encontrar os amigos, ter um dia off, se encantar com as diferentes possibilidades de paisagens lindas em um só Rio de Janeiro (é claro que, infelizmente, uma parcela mínima da nossa população tem acesso a esses ambientes) e sair com a sensação de que se há muito para conhecer no mundo (o que alivia e angustia, mas principalmente dá ânimo a pessoas entediadas, como eu).

Esse discurso todo é só pra motivar vocês (e eu também, porque eu moro muito, muito longe de lá) há visitarem o IMS e aproveitarem os eventos no seu cinema.

Um dos eventos muito interessantes e dignos do IMS é a Sessão Cinética. Uma vez por mês os organizadores da revista Cinética exibem dois filmes em película e realizam um debate após esses ( eu já tive o prazer de assistir uma palestra sobre Woody Allen com o Rodrigo de Oliveira e o Fábio Andrade e posso dizer que eles são excelentes). A Sessão Cinética é de graça e acontece esse mês na quinta-feira dia 21, às 17hrs e 19 hrs, os filmes serão: Ladrões do Amanhecer e Down By Law. Mais informações no site da Cinética.

Além disso, em Janeiro o IMS realiza uma mostra sobre cinema Hollywoodiano nos anos 70, apresentando clássicos como O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema, Annie Hall, Taxi Driver… Junto à mostra acontecerão debates sempre em horários absurdamente inviáveis (e essa é a minha única crítica ao IMS) e o lançamento do livro Como a geração sexo-drogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood, de Peter Biskind. O ingresso do cinema é dez reais a inteira (ok, mais uma crítica, no entanto, dizem que é um cinema impecável com excelente projeção…). Vale a pena conferir! O site do IMS tem a programação, além de outras informações sobre o centro cultural e seu acervo.

Isso era uma residência!

É sério, gente, o IMS vale uma visita e o brownie da cafeteria deles é um espetáculo!

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