Arquivo do mês: janeiro 2010

A Cinémathèque francesa

            Henri Langlois e Georges Franju colecionavam filmes. Como embriões da geração de cinéfilos que surgiria mais a frente, os dois amigos corriam atrás de cópias, projetores, câmeras, publicações… Era uma fascinação, um vício talvez. E assim foi surgindo, devagarzinho, a Cinemateca Francesa.

            Fundada em 1936, sob a direção de Henri Langlois, o “Museu do Cinema” tem um trajeto um tanto turbulento. Primeiro instalado em três andares na avenue de Messine, depois passando para um espaço maior (sala de projeção com 260 lugares, contra os escassos 60 anteriores) na rue d’Ulm, foi preciso desenvolvimento e reconhecimento nacional para chegar ao seu célebre endereço, no Palais de Chaillot. Em 1968, sob pressão do governo, André Malraux, então Ministro da Cultura, decide cometer a loucura de demitir Henri Langlois da Cinemateca. Em Paris, 1968. É claro que foi uma confusão, cineastas incríveis se juntam em um comitê e fazem manifestações que trazem Langlois de volta.

Em 1977, o pai da Cinémathèque morre, mas a instituição não para de crescer e, depois de um incêndio no Palais de Chaillot e muitos problemas, passa para o número 51 da rue de Bercy, onde se encontra hoje, sob a direção de Costa-Gavras. É possível ir até o grande prédio da Cinemateca (que não me agrada muito, acho que preferiria a sala pequena e antiga) e ver filmes, discutir sobre eles, fazer workshops e visitar o museu.

            A grande contribuição da Cinemateca na história da Nouvelle Vague vem a partir da intenção de seus criadores de não somente armazenar filmes, mas também realizar exibições seguidas de discussões, o Cineclube. Era dentro das inicialmente pequenas salas de cinema onde ocorriam as seções do Cineclube que se encontravam os adolescentes sem muito mais na vida além do amor pelo cinema como Eric Rohmer, François Truffaut, Jean-Luc Godard e Jacques Rivette. Entre as conversas, filmes e “aulas” de cinema, surgiu a ideologia da Nouvelle Vague.

            Não há muito que dizer ou especular sobre a Cinemateca. Me parece simplesmente que, para Truffaut e companhia, foi simplesmente o lugar certo na hora certa. Encontrar um apaixonado pelo cinema que teve sucesso ao construir um espaço onde o estudo da sétima arte podia ser feito com liberdade como foi Henri Langlois na época em que as idéias fervilhavam e o mundo mudava tão rapidamente foi um golpe de sorte (para quem pode viver isso e para nós que hoje podemos desfrutar do que nasceu na pequena sala da avenue de Messine). Talvez seja de uma sorte dessas que precisamos para que venha um outro movimento que mude tanto a história do Cinema – e do mundo, pelo menos a minha vida influenciou – como foi a Nouvelle Vague.

Escrito por Natasha Ísis

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Figuras marcantes da Nouvelle Vague: Anna Karina e Jean-Paul Belmondo

Anna Karina

Anna Karina foi uma das grandes atrizes da Nouvelle Vague, sendo um dos rostos que representaram o movimento. Assim como Truffaut, Anna Karina teve uma complicada infância e adolescência, o que resultou em sua fuga para Paris (ela é dinamarquesa) aos 17 anos.

O pequeno detalhe é que ela não falava francês, além de não ter dinheiro algum. Mas como em um sonho, graças ao seu belo rosto, Anna Karina conhece uma publicitária, começa a trabalhar como modelo, conhece Coco Chanel (que ajudar a criar seu nome artístico – seu nome real é Hanne Karin), participa de um comercial…

 conhece Godard e o resto da história todo mundo sabe. Junto com Godard, Anna Karina fez diversos filmes, mas também trabalhou com nomes importantes como, Rivette, Fassbinder e Visconti, além de ter escrito roteiros e ter uma carreira como cantora.

Honestamente, tem dias que dá vontade de ser Anna Karina.

Jean-Paul Belmondo

 

Jean-Paul Belmondo representou um dos personagens mais célebres da Nouvelle Vague, o adorável malandro Michel. Belmondo também era um enfant terrible, tendo sido um péssimo aluno, o que o levou a tentar a carreira de boxeador, mas isso também não deu muito certo, foi então que aos 17 anos começou a atuar.

Seu primeiro filme foi Acossado, atuou também em filmes de Truffaut e Chabrol. Belmondo, curiosamente, esteve no Brasil em 1964, gravando em Brasília cenas do filme O Homem do Rio (mais um filme para minha lista).

Após 1965, Belmondo participa de filmes mais comerciais, no entanto, depois de um certo período ele se concentra na sua carreira teatral.

Amiguinhos

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François Truffaut

“Eis por que sou o mais feliz dos homens: realizo meus sonhos e sou pago para isso, sou diretor de cinema.”

Truffaut é um ícone da paixão ao cinema, não só pelos seus filmes e textos, mas sua própria vida foi um manifesto de amor a essa arte. De certa forma, a imagem de Truffaut representa um sentimento que perpassava pela Nouvelle Vague e pelos cinéfilos desse período: um fervor e uma dedicação quase maníacos, salvos exclusivamente pelo prazer e alegria com a qual o cinema os recompensava.

Truffaut teve uma infância difícil. Rejeitado pela mãe, foi criado pelos seus avós maternos, quando teve o primeiro contato com a arte graças a sua avó, no entanto, com a morte dessa, voltou a casa da mãe, onde era extremamente mal-tratado. Foi naqueles anos que Truffaut descobriu o cinema. O prazer que sentia assistindo aos filmes era tanto que o menino matava aulas e cometia pequenos delitos em nome dessa paixão.

 “Assisti a meus duzentos primeiros filmes na clandestinidade, fazendo gazeta, entrando no cinema sem pagar – pela saída de emergância ou pela janela dos banheiros – ou ainda, à noite, valendo-me da ausência de meus pais e tendo de estar noamente na cama, fingindo dormir, quando voltavam. Assim, paava esse grande prazer com fortes dores de barriga, estômago embrulhado e eterno medo, invadido por uma sensação de culpa que só se acrescentava às emoções proporcionadas pelo espetáculo.”

  Aos 14 anos, Truffaut foge de casa e sua vida passa a ter uma série de reviravoltas, vivia de forma obscura e realizando pequenos furtos. Seu fervor cinéfilo, no entanto, é persistente, ele monta um cineclube, conhece André Bazin e torna-se um autoditada (tinha metas de assistir a três filmes por dia e ler três livros por semana, foi assim que aos 22 anos Truffaut teria visto mais de 2 mil filmes), iniciando aos poucos sua carreira como crítico.

 “Desde aquele dia de 1948 em que me proporcionou meu primeiro trabalho interessante – ou seja, ligado ao cinema – no travail et culture, ele se tornou uma espécie de meu pai adotivo e posso dizer que devo a ele tudo que me aconteceu de bom a partir daí. Bazin me ensinou a escrever, corrigiu e publicou meus primeiros artigos no Cahiers Du Cinema, levou-me progressivamente até a direção.”

 Aos 18 anos, por motivos desconhecidos, Truffaut se alista no exército e se afasta do cinema (não inteiramente, lia artigos e acompanhava de longe os acontecimentos). Quando retorna, o Cahiers du cinéma já existe e André Bazin o ajuda a ingressar na revista como crítico. Foi durante o período do Cahier que Truffaut escreve os artigos defendendo o cinema autoral e conhece nomes importantes que iriam se tornar seus amigos e companheiros da Nouvelle Vague, Chabrol, Rohmer, Godard, Rivette…

Em 1959, Truffaut, realiza seu primeiro filme, Os incompreendidos. Os incompreendidos, é um filme extremamente auto-biográfico baseado na infância de Truffaut, Antoine Doinel, seu alter-ego, é vivido por Jean-Pierre Léaud , ator com quem o cineasta realizou diversos filmes, tornando-se um dos rostos da Nouvelle Vague. Antoine Doinel tornou-se um personagem célebre, ganhando uma série de filmes, onde não só a vida de Truffaut foi retratada, como a de Léaud que, pode-se dizer, cresceu diante das câmeras. Truffaut e Léaud tinham uma relação amigável de admiração mútua, inclusive eram semelhantes e alguns os tomavam como pai e filho.

   Depois de Os incompreendidos e seu enorme sucesso, Truffaut fez inúmeros filmes, nunca tendo parado também de escrever sobre cinema. Definir quais filmes são imperdíveis é impossível, no entanto, alguns títulos se destacam O último metrô, Jules e Jim, O homem que amava as mulheres e A Noite Americana (filme que deu a Truffaut um Oscar).

 “Fazer um filme é melhorar a vida, organizá-la à sua maneira, é prolongar as brincadeiras de infância, construir um objeto que é ao mesmo tempo brinquedo inédito e um vaso onde disporemos, como se tratasse de um buquê de flores, as idéias que temos em determinado momento ou de forma permanente. Nosso melhor filme talvez seja aquele em que conseguimos exprimir, voluntariamente ou não, ao mesmo tempo nossas idéias sobre a vida e nossas idéias sobre o cinema.”

  Truffaut, para mim, foi não só um cineasta, como um homem, honesto, sensato e otimista (não é à toa que digo que a Natasha vai ser ele quando crescer). Construiu sua vida inspirado por uma paixão, foi assim feliz, tendo ainda nos deixado um legado de filmes e textos imortais. Durante sua carreira como diretor, ele procurou fazer filmes que melhorassem a vida das pessoas, justamente porque foi nos cinemas que encontrava um sentido para se viver e, sem dúvida, os filmes de Truffaut tornam o mundo mais agradável, nos dão prazer.

 (trechos retirados de Os Filmes da minha vida e O prazer dos olhos.)

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Processando Godard

“Não tentarei comunicar através da escritura a alegria física e a dor física que sentimos em determinados momentos de Acossado (A bout de souffle) e de Viver a vida, àqueles que não as sentem.”

(Truffaut)

Processando Godard por todos os adoráveis males que me proporcionou.

  Confesso que apesar de eu ser uma pessoa que vê filmes com certa regularidade, nunca tive nenhuma espécie de seletividade na escolha desses, de forma que meu conhecimento sobre cinema é meio ridículo. Então, assumo que só vi meu primeiro filme do Godard aos 19 anos. Foi Acossado no cinema. Ter a possibilidade de ver justamente este filme no cinema foi um dos momentos mais perfeitos da minha vida . Ironicamente, nesse dia eu estava pensando seriamente em abdicar todas as minhas aspirações artísticas (não só cinematográficas), porque a realidade é muito dura para acreditar em fazer arte, para acreditar em qualquer sonho.

  Então, eu vi Acossado. E parecia que estava vendo o filme que eu sempre vivi na minha imaginação. Todos aqueles cigarros, aquelas conversas, as roupas, as referências, aquele amor tão perturbado que só com muito romantismo cafajeste (que eu particularmente adoro) pode se chamar de amor. Foi demais para a realidade. Mesmo que eu tenha repetido mil vezes minhas teses sensatas, Godard me pegou de jeito. Quando eu vi já estava lá, vivendo filmes imaginários, tão parecidos com os dele. Mas os dele existiam, estavam ali, prontos, influenciando pessoas desde que nasceu e agora me arrebatando.

  É fácil entender porque Acossado é a versão perfeita de filmes que eu imaginei antes mesmo de assisti-lo, é justamente porque fragmentos de Godard estão espalhados por aí, intrínsecos a imaginação contaminada dos cineastas desde que a Nouvelle Vague surgiu. Eu me encantei com tantas cenas inspiradas em Godard – e tentei por tanto tempo reproduzi-las em minha vida – que quando vi a fonte original delas, foi o ápice para o meu coração e toda a falsa sensatez que ele tentava adquirir.

  Eu deveria processar Godard.

  Se não fosse por ele eu estaria vivendo minha vida, estritamente concentrada na realidade. Estaria agora presa às horas, as tarefas, as ações automáticas e práticas, seguindo minha vida, conformada. Se não fosse Godard eu não teria essa danosa visão subjetiva, essa fome por transver o mundo, essa constante implantação de imaginação onde só há dia-a-dias monótonos. É por culpa dele que, mesmo de mentirinha, eu continuo. E só isso é necessário, continuar. O cinema de Godard me permitiu sonhar. Sonhar para impulsionar o viver, para apenas viver.

(texto escrito ano passado, alguns meses após eu ter assistido Acossado)

Escrito por Taís Bravo

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Breve introdução à Nouvelle Vague

“O fato é que a Nouvelle Vague, que nunca foi uma escola ou um clube, constituiu um movimento importante que ultrapassou rapidamente nossas fronteiras e com o qual sinto-me ainda mais solidário por ter desejado ardentemente sua vinda através de meus artigos, ao ponto de redigir em maio de 1957, esta espécie de profissão de fé ingênua mas convincente: “Em minha opinião, o filme do amanhã é ainda mais pessoal e nos contarão tudo que lhes aconteceu: poderá ser a história de seu primeiro amor ou do mais recente, a tomada de consciência política, uma narrativa de viagem, uma doença, o serviço militar, o casamento, as últimas férias…e isso irá fatalmente agradar porque será verdadeiro e novo. O filme do amanhã será um ato de amor.””

(François Truffaut em Os Filmes de Minha Vida.)

Falar sobre alguns filmes parece um erro. Como resumir imagens? Como expressar sensações particulares e, por isso, variantes? Essa sensação só se agrava quando o filme em questão pertence a geração que se convencionou a denominar como Nouvelle Vague, justamente pela liberdade criativa característica dessa.

As idéias a respeito do cinema que marcaram a Nouvelle Vague surgiram durante os anos 1950 , mas pode-se dizer que os primeiros filmes que apresentaram esse novo pensamento ao mundo foram: Acossado (de Jean-Luc Godard), Hiroshima, meu amor(Alain Resnais)  e Os Incompreendidos (François Truffaut) , todos de 1959 (embora, outros filmes como Nuit et brouillard também sejam considerados como da geração Nouvelle Vague).

   Os anos 50 e sua breve premonição do que seria a efervescência dos anos 60, um período de fortes mudanças comportamentais e políticas, os métodos contraceptivos, a guerra fria, a bomba atômica, o existencialismo, o marxismo, a coca cola, o rock… E um cinema feito por intelectuais que se serviam de toda essa conjuntura.

  Mais do que reflexo desse plano de fundo político e ideológico, a Nouvelle Vague surge como reação a duas “instituições” francesas que revolucionaram a maneira de se pensar e, conseqüentemente, de se fazer cinema: Cahiers du Cinéma e a Cinemateca.

  A Cinemateca francesa, fundada por Henri Langlois, foi uma espécie de lar para diversos cinéfilos, alguns destes tornaram-se grandes conhecedores sobre o cinema, exercendo o trabalho de crítico e futuramente de realizador e cineasta, entre esses, os mais conhecidos são Truffaut e Godard.

  O Cahiers, dirigido por André Bazin, foi o veículo que permitiu que essa nova geração de críticos formada por cinéfilos fervorosos pudesse se expressar e assim, difundir as novas concepções acerca do cinema como expressão, como arte.

  É a partir desses dois pilares que se inicia a Nouvelle Vague e sem eles não haveria Godard, nem Truffaut, nem o cinema como conhecemos. Ao longo da semana, terá um texto dedicado ao Cahier e a Cinemateca e as suas figuras mais importantes, André Bazin e Henri Langlois..

   Por enquanto, vou me concentrar na nada fácil tarefa de explicar o que foi a Nouvelle Vague, o que pensavam esses críticos e novos cineastas, quem foram suas inspirações, quais eram suas críticas, enfim, qual era a idéia por trás do movimento.

  Apesar de óbvio, acho relevante explicitar que não se trata de um movimento homogêneo. Cada cineasta possuía suas próprias concepções, o que resultava em diferentes obras, afinal, arte é resultado da interpretação e expressão única de um indivíduo. Se analisarmos, um filme do Godard diverge absurdamente de um do Truffaut, de um do Resnais, etc… Isso, na realidade, ratifica o quanto o cinema autoral era de fato uma abordagem honesta e pessoal sobre uma determinada circunstância.   

  Contudo, havia idéias predominantes que possibilitaram unir esses diversos artistas (que é muito importante frisar, não se limitavam aos cineastas, mas também críticos, realizadores, atores…) em um único e revolucionário movimento. Entre essas idéias a mais relevante é a questão do cinema autoral.

  A maior crítica feita pela Nouvelle Vague se referia ao cinema de “qualidade” produzido nos grandes estúdios da França. Esses filmes contavam com bons investimentos, muita técnica e pouca liberdade criativa, ou seja, uma produção industrial e não artística. Truffaut em seu artigo, Une certaine tendance du cinéma Français, intitula esse tipo de produção como cinema de argumentistas, inicia assim a defesa de uma concepção que irá marcar a Nouvelle Vague, o cinema autoral.

  O cinema autoral pode ser resumido ao cinema como arte, expressão e por isso tendo como pré-requisito a liberdade. É a partir da liberdade que cada cineasta poderia imprimir em seu trabalho sua marca, sua maneira de compreender o mundo, sua autoria. Truffaut ficou famoso por essa teoria, mas na realidade o primeiro a escrever sobre ela foi Alexander Astruc em seu artigo, La Camera Stylo. Alexander defendia o uso da câmera como uma caneta, um meio do cineasta compor seu texto, se exprimir. Esses dois artigos, La Câmera Stylo e Une certaine tendance du cinéma Français, unem-se a mais um, Ali Baba et la Poltique dês auteurs, também escrito pelo Truffaut, formando a tríade que concebeu a teoria do cinema de autores.

  O cinema de autores, na realidade, qualifica-se como uma maneira de avaliar um filme como obra de arte. As questões em torno de um filme se modificam, a qualidade de um filme passa a depender da sua relevância como expressão, ou seja, se é reflexo de um trabalho criativo, concebido honestamente pelo seu criador. A Nouvelle Vague proporcionou a mudança do foco sobre ocinema, o importante passa a ser a criatividade, a liberdade do autor para exprimir suas concepções, a técnica, louvada no cinema de “qualidade”, não vale mais nada, quando esvaziada de significado.

  A Nouvelle Vague construiu esse pensamento acerca da arte e do cinema, pois foi um movimento de cinéfilos, de verdadeiros intelectuais que possuíam uma base teórica e um conhecimento de linguagem cinematográfica riquíssima. Godard e seus companheiros tinham diferentes influências, tanto no mundo do cinema, quanto na literatura e na filosofia.

  No cinema é possível citar alguns diretores que eram considerados como mestres pelos meninos da Nouvelle Vague: Renoir, Bresson, Hithcock, Howard Haws, Orson Welles, Bergaman, Rossellini, Luchino Visconti, Vittorio de Sica, entre outros… Na literatura e filosofia, o existencialismo de Sartre e Camus foi fundamental, assim como as teorias acerca da are desenvolvidas por Deleuze e Edgar Morin. Também espero detalhar melhor a questão das influências ao longo desta semana.

   Concluindo, a Nouvelle Vague nasceu em um momento de efervescência, onde estes cinéfilos, embebidos por leituras e filmes, foram capazes de prever uma geração, uma ideologia, e serem capazes de expor suas interpretações em imagens intraduzíveis. Foi somente através desse desejo predominante de liberdade que foi possível a diversidade e a qualidade criativa desse movimento tão árduo de se definir.

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Semana Nouvelle Vague

 Começa hoje! A mostra Godard 80 e nosso especial aqui no blog!

Só para vocês se guiarem, uma pequena lista dos assuntos que devem ser abordados aqui (não necessariamente em ordem):

-Pequena (e insuficiente) explicação do que foi a Nouvelle Vague.

– Minhas impressões sobre Godard (porque acho muito chato um texto apenas informativo, com dados facilmente copiados da Wikipédia, logo será um texto pessoal.)

– Truffaut e o prazer do cinema

– André Bazin e Henri Langlois, o Cahiers e a Cinemateca.

– Outras figuras importantes como: Claude Chabrol, Eric Homer, Alain Resnais, Jean-Pierre Léaud, Anna Karina, Jean Paul Belmondo…

É mais ou menos isso, vamos aos textos!

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Esclarecimento

 Amanhã começa o especial Nouvelle Vague, antes disso eu gostaria de esclarecer que meu conhecimento sobre o assunto é raso, na linha do senso-comum mesmo. Isso porque não sou ainda estudante de cinema e, por mais que seja cinéfila, na maior parte da minha vida isso significou assistir a diversos filmes sem qualquer seletividade – indo de um Amor pra Recordar (sic) a Encontros e Desencontros em um mesmo final de semana.

  A idéia de escrever sobre a Nouvelle Vague veio junto com a mostra do Godard, o que me deixou muito feliz, pois é uma grande oportunidade de assistir a filmes difíceis de se encontrar. Me interesso muito por esse movimento, mas, infelizmente, vi poucos filmes e não tive acesso a quase nenhum texto ou livro realmente profundo sobre o assunto (bem que eu procurei).

  Não estou escrevendo sobre a Nouvelle Vague para me aproveitar da imagem cult e cool a qual ela está associada. Escrevo porque desejo conhecer mais, porque acho importante se pensar e debater o que foi e o que significa esse movimento hoje.  Além disso, acredito que para entender a Nouvelle Vague só há um caminho, assistindo aos filmes. Minha única intenção aqui é ilustrar um pouco do que foi esse período do cinema.

  Tenho certeza que muito do que será dito aqui é conhecido pelos leitores, meu pedido é: Comentem, me questionem, acrescentem, tornem esse blog interativo, interessante. A minha idéia e o meu projeto com esse blog é esse, ter um espaço onde se pode pensar e discutir cinema – mas para isso preciso da colaboração de vocês.

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