Arquivo do mês: novembro 2009

Vale Open Air

Já começou, mas ainda está valendo: até o dia 13 de novembro o Jockey Club Brasileiro irá receber a maior tela de cinema do mundo com o Vale Open Air. O evento é a combinação de cinema ao ar livre com festas e shows após as exibições.

Vão passar diversos filmes imperdíveis como “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”, último filme do Heath Ledger; “Tudo pode dar certo”, a mais recente produção do Woody Allen; “Histórias de Amor duram apenas 90 minutos”, sobre o qual já falamos várias vezes aqui… entre muitos outros.

Além dos filmes, os shows e as festas também valem muito a pena. Mart’nália, Orquestra Voadora, Maria Gadú, Ana Cañas, Casuarina e Monobloco são alguns dos nomes que estão na programação aqui: http://valeopenair.com.br/programacao.aspx

Os primeiros 1.400 ingressos custam 20 reais (a meia-entrada, claro) e dão direito a ver o filme e depois ir para a festa/show do dia. Passando esse número, só ingressos para o pós-filme. Então, corram corram corram!

(Lembrando que o blog voltará ao normal em breve. Não esqueçam que somos universitárias e, portanto, escravas do final de período impiedoso.)

Escrito por Natasha Ísis

Deixe um comentário

Arquivado em Fikdik

Almodóvar no CCBB

  Pois é, meus amigos, mais uma mostra de cinema se inicia hoje no CCBB, para nossa alegria e desespero.

  O cineasta da vez é Pedro Almodóvar que dispensa apresentação (até porque eu só saberia fazer uma bem clichê, procura no google que é mais interessante) e que estréia este mês seu aguardado novo filme “Abraços Partidos” (matéria interessante sobre o filme na Bravo!). A mostra fica em cartaz do dia 24/11 ao 06/12 e é de graça (aqui a programação).

  O interessante é que essa mostra trata-se na verdade de um programa do CCBB, de caráter formativo (de acordo com o site). Ainda não dá pra saber o que isso vai resultar na prática, mas parece que o CCBB vai investir em programações apresentando cineastas a um público ainda não iniciado a obra desses artistas selecionados (isso quer dizer que virão outros programas parecidos com outros cineastas e também de graça, eu acho). Isso é muito bom e tem uma proposta diferente da mostra do Woody Allen que é um projeto grande, voltado para um público já iniciado (e muitas vezes viciado) na obra de Allen, disposto a participar de debates (cheio de informações e referências que nem todo mundo domina) e a pagar para ver os filmes. Os dois tipos de mostras são muito válidos e é bom ver o CCBB investindo tanto em um público mais familiarizado com o cinema, quanto para um que ainda está se iniciando. Isso ajuda a democratizar e conseqüentemente, expandir o público de cinema.

Aproveitem!

Escrito por Taís Bravo

Deixe um comentário

Arquivado em Fikdik

Abduzidas pelo cinema

(esse é um post meio “meu-querido-diário”. Mas não seja desagradável, pensando que nada disso é do seu interesse. É o melhor que podemos fazer nesse momento,beijos.)

Eu e Natasha fomos completamente abduzidas pelo cinema. 

Eu fui selecionada para fazer o curso no CCBB sobre o Woody Allen (que começou quarta passada), ou seja, se já estava enlouquecendo só com a mostra, agora surtei de vez e estou morando lá. Tem sido cansativo, mas maravilhoso. Estou feliz, ouvindo, vendo e refletindo sobre assuntos que amo. Inclusive, descobrindo coisas novas e muito boas, como a Revista Cinética.

Natasha, por sua vez, está envolvida na produção do seu mais novo ( e polêmico e politizado -#godardfeelings) curta. Curta, no qual, eu, Taís Bravo, apareço por alguns segundos, cedendo todo meu sex appeal e carisma. Vai ser um sucesso.

Natasha Ísis em ação

Quinta-feira, além de CCBB, gravações, calor, zumbis, estresse e satisfação (porque a gente reclama, mas se amarra), ainda fomos numa festinha (porque somos jovens – not – e merecemos curtir a vida adoidada). E a festinha era num lugar chamado Cinemathèque, sente só, nós duas ficamos mais interessadas nos pôsteres do lugar do que nas pessoas, naturalmente.

eco-cola vem aí!

Ontem, além de CCBB e Woody Allen (e sono), eu fui na abertura do Araribóia Cine, com a diva high cult Bia Pimentel. Foi ótimo, quem é de Niterói ou estuda na UFF, deve prestigiar o festival que tem uma proposta muito interessante.

E hoje, sábado, eu vou estudar.

Porque o engraçado dessa história é que eu curso História e a Natasha Jornalismo.

(Mas óbvio que mais tarde vou ver um DVD.)

Ah, que o cinema continue nos abduzindo! Isso, sim, é vida.

Escrito por Taís Bravo

4 Comentários

Arquivado em The bitch is crazy

Woody Allen, meu namoradinho.

(a mostra do CCBB me inspirou)

Não sei dizer se Woody Allen é meu cineasta preferido, no entanto, é sem dúvidas, o meu mais querido e também o que conheço melhor a obra. Quando vou assistir a um filme de Allen, não tenho sempre a certeza de que vou assistir ao filme da minha vida (embora isso tenha acontecido mais de uma vez, tenho muitos filmes da minha vida), mas sim sabendo que vou experimentar novamente a indescritível sensação prazerosa que me faz amar o cinema.

l_75686_3dff50d7

Para mim, todo filme de Woody Allen é uma homenagem ao cinema, porque ali está um homem que dedicou toda sua vida a essa arte, superou seus tramas, problemas e angústias em relação à vida para realizar um trabalho memorável. Além disso, se Truffaut defendia que os cineastas têm espécies de “manias” – que são os elementos que fazem um cinema ser ou não autoral – as manias de Woody Allen me deliciam, porque muitas são também minhas manias. Suas paixões mal resolvidas, auto-ironia, cinismo, as mulheres loucas (um capítulo adorável a parte na obra de Allen), os conflitos existências, as paranóias, são alguns dos traços de Allen com os quais me identifico.

20090401191405

Woody faz um cinema que entretêm e é profundo, faz seus expectadores rirem e pensar, isso é perfeito. Por mais que sua obra (e talvez sua própria vida) não possua um teor político (o que eu considero importante, mas aí é uma das minhas manias), não se tratam de filmes com temas vazios, pelo contrário, há muita filosofia neles – dessa que você não precisa ter conhecimento teórico para sentir. Seus filmes, para mim, são verdadeiras lições de como lidar com a vida, com os problemas individuais e as grandes dúvidas que todo ser humano tem, tudo isso com humor (majoritariamente).

-_large

Em seus filmes, Allen freqüentemente aborda a amargura da vida, mas (quase) sempre exposta de uma maneira afirmativa que não nos impele a um desespero niilista, mas sim certo conformismo ativo (afinal é “Igual a tudo na vida”, e “Wee need the eggs”) que para mim tem um forte tom existencialista, apesar da angústia há a liberdade e o poder de escolha, o mundo é cheio de injustiças e tristezas, mas ainda podemos fazer algo (“Somos o que fazemos do que fazem de nós” – para eu citar Sartre e me sentir cult).

“Interiores” expressava os meus sentimentos pela vida, que é um nada frio e vazio em que vivemos e que a arte não salva – só um pouco de calor humano ajuda. Isso era uma coisa que eu estava escrevendo didaticamente. Uma porção de idéias minhas, se você juntar todas, vão parecer pessimistas. “Crimes e pecados”, você pode cometer um crime e se safar porque o universo não tem deus. Se você não se policia, então ninguém vai te policiar. Em” A rosa púrpura do Cairo” a minha sensação era, como eu já disse antes, de que você tem de escolher entre a realidade e a fantasia e, claro, é forçado a escolher a realidade, e ela sempre te mata. Em “Interiores” havia muita coisa sobre quanto somos frios e pouco comunicativos uns com os outros, e como a vida é uma coisa aterrorizante, e a morte é aterrorizante, e nada ajuda. É juntar tudo isso [ri baixo] e ver como parece muito sombrio.

Eu gosto muito também das mulheres de suas histórias. Tudo bem que há doses exageradas de paranóia e loucura em algumas delas, mas é comum a arte se apropriar do exagero e não posso negar que Allen mostra essa loucura de um jeito muito charmoso. Eu simplesmente amo todas aquelas diferentes mulheres de Hannah e suas irmãs (o filme que me fez começar a gostar de Woody Allen). Hannah é a irmã perfeita, meio garota tom pastel que me irrita, mas pode ser adorável (me lembra um pouco Vicky de “Vicky Cristina Barcelona”); Lee é um tanto quanto problemática, o tipo de mulher apaixonada, intensa e sensual que Allen gosta de explorar em suas histórias (Cristina de “Vicky Cristina Barcelona”, Amanda de “Igual a tudo na vida”…); Holly é a, perdoem-me a expressão, crazy bitch, completamente desnorteada e com um tendências auto-destrutivas (lembra María Elena de “Vicky Cristina Barcelona” e a Melinda dramática de “Melinda e Melinda”). Todas essas mulheres me fascinaram muito, porque Woody as cria com uma graciosidade incrível, afinal elas o enlouquecem, mas ele as ama. Minha preferida, no entanto, é sempre a Diane Keaton, ela por si só é maravilhosa, tem uma beleza particular que me encanta, além disso, nenhuma personagem, para mim, tem mais carisma que Annie Hall. Confesso que não gosto tanto da Mia Farrow, mas sua personagem em “Crimes e Pecados” é outra que ganhou minha admiração, workaholic, fria, absurdamente sarcástica e inteligente, não tem como não se apaixonar.  Acho que concordo com a maneira que Woody Allen compõe os tipos humanos, não sei se é certo ou realista, mas é bem similar com a maneira com que eu vejo as pessoas também.

hannahcol

Dá pra escrever qualquer coisa para a Mia. Ela é uma atriz desse tipo. É mais uma atriz clássica, mas é capaz de fazer uma cantora barata e uma mãe dramática. A [Diane] Keaton também é capaz disso, em grande medida. Mas a Keaton tem um certo tipo de personalidade muito, muito espetacular, e é muito agradável na tela. O pró dessa personalidade é que é um dote único, tremendo. E o contra – e não acho que seja um contra tão grande assim – é que nem sempre é fácil perder essa personalidade é quando você quer mergulhar num personagem. Mas ela sempre foi muito boa nisso. Ela também tem um amplo alcance.

Woody Allen é um marco na história do cinema, pela sua originalidade, pelo tom único que tem sua obra e por mostrar o quanto o humor pode ser sério e profundo. As manias de Allen tornam seu cinema autoral, mais do que isso, nos dão a sensação de visitar um velho amigo inteligente, engraçado e paranóico (de vez em quando mais depressivo e pessimista que o normal) a cada filme assistido.

20090315184340

Não é à toa que eu já sonhei que a gente namorava e andava de mãozinhas dadas em Botafogo (foi só isso tá, não venham com suas mentes maliciosas para cima de mim).

Quando eu era menino, sempre corria para o cinema em busca de um escape – às vezes doze ou catorze filmes por semana. E, adulto, consegui viver a minha vida de forma um tanto autocomplacente. Consigo fazer os filmes que quero, e então, durante um ano, posso viver naquele mundo irreal de mulheres bonitas e homens interessantes, situações dramáticas, figurinos, cenários e realidade manipulada. Sem falar em toda a maravilhosa música e em todos os lugares aonde me levou. [Ri.] Ah, e às vezes eu consigo sair com uma das atrizes. O que poderia ser melhor? Escapei para uma vida no cinema do outro lado da câmera, mais que para o lado da platéia. [Faz uma pausa.] É irônico eu fazer filmes escapistas, mas não é o público que escapa – sou eu.

(trechos em Itálico foram retirados do livro ‘Conversas com Woody Allen” de Eric Lax)

Escrito por Taís Bravo

11 Comentários

Arquivado em Ai ai ui ui, Resenha, The bitch is crazy

A Elegância de Woody Allen – a lista.

Essa final de semana, fui ao CCBB para assistir filmes da mostra do Woody Allen e tenho que dizer que está tudo impecável e estou morrendo de ansiedade para ter o catálogo gigantesco (ele não será vendido e sim trocado por 5 ingressos).

Também aproveitei para me organizar e cumprir a difícil missão de fazer uma lista dos filmes imperdíveis. A lista de filmes que eu quero ver é um pouco diferente desta. Esta lista fiz pensando em quem ainda não conhece muito bem a obra do Woody Allen, já que a mostra é uma excelente oportunidade para se reverter essa situação (ainda tendo o benefício de ver os filmes em película, com o conforto do cinema e por preços bons). Nem todos os filmes eu vi, nem todos eu gosto, tentei fazer uma lista, mas está longe de ser um ranking. Espero ajudar a quem está perdido com os 40 filmes e infelizmente não tem tempo de ver todos.

tumblr_kqju61LBpz1qz7l0ao1_1280_large

Isso sim é charme!

Aí vai:

NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (ANNIE HALL) . cor . 93’ . 14 anos

Acho que é o meu filme preferido do Woody Allen. Um clássico da história do cinema, imperdível.

Dia 15/11, domingo . 18h

Dia 19/11, quinta-feira . 17h30 * sessão seguida de debate

Dia 24/11, terça-feira . 18h30

CRIMES E PECADOS (CRIMES AND MISDEMEANOURS) . cor . 104’ . 14 anos

Um dos filmes mais profundos e com questões filosóficas interessantíssimas. Esse filme é muito importante para este blog.

Dia 14/11, sábado . 18h

Dia 27/11, sexta-feira . 19h30

MANHATTAN . p&b . 96’ . 14 anos

Belíssimo, com uma fotografia esplêndida, engraçado e inteligente.

Dia 11/11, quarta-feira . 19h30

Dia 15/11, domingo . 14h

INTERIORES (INTERIORS) . cor . 93’ . livre

Esse eu ainda não vi e por isso estou desesperada para assistir na mostra. É o primeiro drama de Woody Allen.

Dia 19/11, quinta-feira . 15h30

Dia 29/11, domingo . 16h

A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (THE PURPLE ROSE OF CAIRO) . cor . 82’ . 14 anos

O filme é uma real homenagem ao cinema e te deixa de cara caída e com muitas reflexões no final. Um dos preferidos do próprio Allen (e meu também).

Dia 18/11, quarta-feira . 19h30

HANNAH E SUAS IRMÃS (HANNAH AND HER SISTERS) . cor . 103’ . 14 anos

Woody Allen não gosta desse filme, mas eu o adoro e o acho repleto de elementos que marcam toda a história de sua obra. Há momentos lindos como o do poema de Ee. Cummings.

Dia 10/11, terça-feira . 15h30

Dia 13/11, sexta-feira . 19h30

VICKY CRISTINA BARCELONA . cor . 96’ . 12 anos

Nem todo mundo gosta desse filme, mas eu o amo. Uma das melhoras coisas do cinema atual. Destaque, obviamente, para Penélope Cruz e o roteiro incrível.

Dia 12/11, quinta-feira . 13h

Dia 18/10, quarta-feira . 15h30

O QUE HÁ, TIGRESA? (WHAT’S UP, TIGER LILY?) . cor . 80’ . livre

Esse eu ainda não vi e por isso estou desesperada para assistir na mostra [2]. O primeiro filme de Woody Allen.

Dia 18/11, quarta-feira . 17h30

MEMÓRIAS (STARDUST MEMORIES) . p&b . 89’ . 14 anos

Esse eu ainda não vi e por isso estou desesperada para assistir na mostra [3]. Foi um filme que teve uma péssima recepção do público e da crítica. Woody Allen se inspirou em Fellini para o criar.

Dia 25/11, quarta-feira . 17h30 * sessão seguida de debate

MATCH POINT – PONTO FINAL (MATCH POINT) . cor . 124’ . 14 anos

Não gosto muito desse filme, mas marca uma nova fase de Woody Allen, britânica e dramática. Um drama que foi bem recebido pela crítica ao contrário dos outros. Dia 12/11, quinta-feira . 17h

Dia 24/11, terça-feira . 13h

(Tem mais posts do Woody Allen vindo aí, acho que vocês terão uma pequena overdose. )

Escrito por Taís Bravo

Deixe um comentário

Arquivado em Fikdik

CCBB: Woody Allen e Almodóvar

Em um momento déjà-vu do Festival do Rio, nesse momento as donas deste blog estão eufóricas com a programação do CCBB desse mês.

Começando amanhã, a mostra “A elegância de Woody Allen”, onde serão exibidos diversos filmes, alguns seguidos por debates. Mais: no Cinema 1 as exibições serão em película. É pra se emocionar mesmo.

E, como se não bastasse essa mostra fantástica, dia 24 de novembro será a estréia do programa “CCBB Em Cine”, com foco na formação de público. E a retrospectiva escolhida para essa primeira edição foi de ninguém menos que Pedro Almodóvar. Ah, a entrada é franca.

Por enquanto é possível se organizar somente para a mostra do Woody Allen, cuja programação está no site: http://www.woodyallen.com.br/index.html. Quem quiser saber os dias dos filmes de Almodóvar é só dar uma olhada na programação impressa do CCBB. Assim que sair uma versão online, colocamos aqui.

Conforme formos vendo alguns filmes comentaremos aqui, claro. Bom desespero de final do período + filmes imperdíveis para vocês!

Obs.: Um “muito obrigada” ao blog “Imagem em Movimento” que nos deu um selo de qualidade (http://christianjafas.wordpress.com/selos/). Nem preciso falar que ficamos super felizes, não é?

Escrito por Natasha Ísis

1 comentário

Arquivado em Fikdik